O senador Flávio Bolsonaro reagiu às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Flávio acusou Lula de defender criminosos e afirmou que a prioridade deveria ser a proteção da população que vive sob influência das facções. No entanto, o senador não apresentou nenhuma evidência concreta para respaldar sua afirmação, o que gerou mais controvérsias.
O contexto institucional é que o governo dos Estados Unidos decidiu classificar PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, medida que faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico. O Departamento de Estado dos Estados Unidos justificou a decisão afirmando que as facções em questão são responsáveis por uma série de crimes graves, incluindo assassinatos, seqüestros e trafico de drogas. O senador Flávio Bolsonaro se reuniu com o presidente Trump na última terça-feira e pediu pessoalmente que adotasse essa medida, o que gerou críticas do governo brasileiro. O presidente Lula afirmou que Flávio não tem vergonha na cara de “trair” o país ao pedir intervenção dos Estados Unidos no território brasileiro.
A posição do senador Flávio Bolsonaro é que a prioridade deve ser a proteção da população que vive sob influência das facções, mas ele não apresentou nenhuma solução concreta para abordar a situação. Em vez disso, optou por atacar o presidente Lula, acusando-o de defender criminosos e escolher “defender marginais ao invés das vítimas”. A reação do senador gerou mais controvérsias e levantou questões sobre a eficacia da abordagem política adotada por ele. O uso do termo narcoterrorismo para se referir a situação é uma estratégia para aumentar a sensação de perigo e reforçar a necessidade de medidas urgentes.