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Política

Greve dos professores de BH chega a 30 dias com diálogo rompido e acusações hoje

A greve dos professores municipais de Belo Horizonte, que já dura quase 30 dias, teve um novo capítulo nesta segunda-feira (25/5) com o rompimento do diálogo entre o Sindicato dos Trabalhadores em…

Greve dos professores de BH chega a 30 dias com diálogo rompido e acusações hoje
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

A greve dos professores municipais de Belo Horizonte, que já dura quase 30 dias, teve um novo capítulo nesta segunda-feira (25/5) com o rompimento do diálogo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede) e a Secretaria Municipal de Educação (Smed). Os professores, trabalhadores de secretaria e bibliotecários concursados da rede municipal lotaram a porta da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) para pressionar a prefeitura por um acordo para as demandas da categoria, mas saíram insatisfeitos. A secretária municipal de Educação, Natália Araújo, afirmou que a prefeitura atendeu aos pedidos da categoria e que só volta a conversar após o fim da greve.

A greve expôs um racha entre o sindicato e a Secretaria Municipal de Educação, com acusações de precarização do serviço, falta de transparência e o que chamam de “privatização disfarçada” do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O sindicato denuncia que a Prefeitura transferiu atribuições pedagógicas para 21 Organizações da Sociedade Civil (OSCs), retirando o controle público sobre o atendimento a crianças com deficiência e neurodivergentes. A secretária Natália Araújo rebateu, afirmando que “não tem verdade em dizer que está sendo privatizado o serviço” e que os profissionais apenas mudam de empregadora. A prefeitura ofereceu sete pontos em substituição à manutenção do modelo antigo com as OSCs, que foram atendidos até segunda-feira (25/5), segundo a secretária.

O sindicato também reclama da recusa da PBH em divulgar o quadro real de lotação de profissionais, o que teria gerado escolas com falta de até 11 professores por turno. Sobre a reposição salarial, o sindicato afirma que a proposta real da Prefeitura para 2026 é de apenas 4,11%, e não os 6,51% divulgados pela secretária Natália Araújo. A secretária também negou boato sobre corte no orçamento da educação, afirmando que “a Constituição determina que 25% de toda a receita do município vá para a educação”. A “privatização disfarçada” e a “precarização do serviço” são pontos críticos que seguem sem solução.

A greve segue sem solução, com o sindicato e a prefeitura em lados opostos. A falta de transparência e a recusa em atender às demandas da categoria seguem sendo pontos de tensão. Enquanto isso, os alunos e a comunidade escolar seguem afetados pela paralisação. A situação reflete um cenário mais amplo de tensões entre o poder público e os servidores, que pode ter desdobramentos em outras áreas.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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