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Cantareira em queda crítica recebe só 57% da água prevista em maio hoje

O Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, encerrou o mês de maio com 40,3% de sua capacidade útil, equivalente a 396 bilhões de litros de água, uma queda de 2,1…

Cantareira em queda crítica recebe só 57% da água prevista em maio hoje
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

O Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, encerrou o mês de maio com 40,3% de sua capacidade útil, equivalente a 396 bilhões de litros de água, uma queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao início do mês, quando operava com 42,4%. A vazão afluente, que é a quantidade de água efetivamente recebida pelas represas, foi de apenas 57% da água prevista para o mês, totalizando 20 metros cúbicos por segundo (m³/s) contra 35,6 m³/s esperados. Essa situação é preocupante, especialmente com a ameaça do fenômeno El Niño, que pode agravar a seca nos mananciais a partir da segunda metade de junho.

A situação do Cantareira é ainda mais crítica quando comparada ao mesmo período do ano passado, quando o sistema tinha 52,7% de sua capacidade, uma diferença de 121 bilhões de litros de água, o suficiente para abastecer praticamente toda a Grande São Paulo por cerca de um mês. O sistema continua com o menor volume de água acumulada para o período em 10 anos, acima apenas do registrado em 2016, quando havia acabado de sair da histórica crise hídrica que atingiu a região entre 2014 e 2015. O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne todos os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, também está com o menor volume armazenado desde 2016.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) anunciou que o Cantareira seguirá em junho na faixa 2, de atenção, com a retirada de até 31 m³/s, abaixo dos 33 m³/s que podem ser captados. A Grande São Paulo segue com a gestão noturna, que estabelece a redução de pressão nas tubulações por 10 horas diárias, das 19h às 5h. Em alguns pontos mais distantes da rede de distribuição da Sabesp, pode faltar água, principalmente para quem não tem reservatório em casa. A gestão de recursos hídricos é crucial nesse período de seca, e a situação do Cantareira é um indicador importante para a região.

A longo prazo, a preocupação com a seca e a gestão dos recursos hídricos é uma questão que exige atenção contínua. O impacto do fenômeno El Niño nos mananciais pode ser significativo, e a preparação para possíveis cenários de escassez é fundamental. Acompanhar a evolução do volume dos reservatórios e a vazão afluente é essencial para entender a dinâmica dos recursos hídricos na região e planejar ações para mitigar os efeitos da seca.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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