A Polícia Federal (PF) continua a analisar a possibilidade de um acordo de delação premiada com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso preventivamente desde abril de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero. A delação só será considerada caso apresente fatos inéditos, relevantes e comprováveis. Paulo Henrique Costa é investigado por supostas irregularidades envolvendo o BRB e o Banco Master, com indícios de participação direta do banco nas fraudes investigadas.
A investigação da PF revelou um fluxo de comunicação contínuo entre os envolvidos, com tratativas sobre valores, unidades e andamento das negociações. Segundo a investigação, as transações imobiliárias foram apontadas como um dos principais fundamentos para o pedido de prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. As mensagens analisadas sugerem que as tratativas estavam em andamento quando foram abruptamente interrompidas, o que teria levado à paralisação das negociações.
Segundo os investigadores, as suspeitas giram em torno de imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido usados como contrapartida a aportes bilionários realizados pelo BRB no Banco Master. De acordo com a investigação, Paulo Henrique Costa teria aceitado receber seis imóveis, com cerca de R$ 74 milhões já pagos. Um dos apartamentos, avaliado em cerca de R$ 45 milhões, fica no condomínio Heritage, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo.
A prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro foi determinada durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, em 16 de abril de 2026. Paul Henrique Costa está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF). O caso está sendo seguido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).