Romulo da Costa Mattos Neto, 68 anos, um dos foragidos mais procurados do Distrito Federal, foi preso em Belo Horizonte (MG) após 20 anos de busca. A prisão foi realizada por meio de uma câmera de reconhecimento facial na Praça Rio Branco, que identificou Romulo, que estava com aparência envelhecida, cabelos e barba brancos, diferente da foto divulgada nos alertas policiais. Ele foi localizado em uma residência na região de Belo Horizonte e levado de camburão pelas equipes policiais. Romulo tem sete condenações, com penas que somam 44 anos, três meses e quatro dias de prisão, por crimes de roubo e extorsão praticados entre 2006 e 2018.
A prisão foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que receberam informações sobre a presença de Romulo na região. Durante a abordagem, Romulo apresentou um documento falso em nome de outra pessoa e tentou se passar pelo titular da identificação, mas acabou confirmando sua verdadeira identidade. Ele afirmou ter graves problemas de saúde e disse que pode estar com câncer de próstata. A polícia informou que o suspeito não resistiu à prisão e não apresentou risco aos militares nem a terceiros, por isso não foi necessário o uso de algemas.
Romulo foi levado até a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Minas Gerais e posteriormente encaminhado à Polícia Federal. Atualmente, quatro foragidos do Distrito Federal integram a lista mais procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A divulgação da lista tem o objetivo de incentivar a população a colaborar com informações que ajudem a localizar os foragidos. O MJSP solicita que as denúncias sejam feitas de forma anônima e que o nome do foragido seja mencionado como constando na lista de procurados do site do ministério.
A captura de Romulo é um exemplo de como a tecnologia pode ser usada para localizar foragidos. O uso de câmeras de reconhecimento facial tem sido cada vez mais comum em ações policiais, permitindo a identificação de suspeitos em tempo real. Além disso, a colaboração entre as forças de segurança de diferentes estados foi fundamental para a prisão de Romulo, que havia fugido do Distrito Federal há quase 20 anos. Reconhecimento facial e polícia são ferramentas importantes no combate ao crime.