O ministro da Casa Civil, Rui Costa, saiu em defesa do presidente Lula após críticas por ter recebido o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Palácio do Planalto. Segundo Rui, como presidente da República, Lula tem o direito de receber institucionalmente todos os atores econômicos, independentemente de eventuais erros cometidos por eles. A reunião em questão gerou controvérsia, sobretudo após a demora do Banco Central em intervir no Banco Master.
A defesa de Rui Costa ocorre em um contexto de crescente debate sobre a relação entre o governo e o setor financeiro. O Banco Master enfrentou problemas que culminaram na intervenção do Banco Central, o que levantou questionamentos sobre a atuação da instituição e a comunicação com o governo. No entanto, Rui Costa evitou avaliar se o Banco Central demorou ou não a intervir, afirmando que não teria como fazer esse julgamento sem conhecer todos os elementos envolvidos.
Rui enfatizou que o presidente Lula recebe todos os atores econômicos como parte de suas atribuições, destacando que um eventual erro de algum deles não inviabiliza a conversa. A posição do ministro busca tranquilizar a opinião pública e afastar insinuações de que o governo estaria favorecendo determinados grupos econômicos. O assunto ganhou ainda mais relevância diante do cenário econômico atual e das discussões sobre a regulamentação do setor financeiro.
A questão também envolve discussões sobre a transparência e a atuação do Banco Central em relação às instituições financeiras, como o Banco Master. A demora na intervenção levanta dúvidas sobre a eficácia da supervisão e a capacidade de resposta do órgão regulador. Enquanto isso, o governo Lula tem buscado fortalecer o diálogo com diferentes setores, incluindo o setor financeiro, em meio a desafios econômicos, como o controle da inflação e a manutenção da estabilidade econômica.
